O Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame cerebral, é uma condição que gera danos às células cerebrais. De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC é uma das principais causas de morte, internações e incapacidades no Brasil[2]. Por isso, é importante estar atento aos fatores de risco para AVC. Segundo dados do MS, esses fatores são liderados por hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo.
A boa notícia: o estudo INTERSTROKE, conduzido em 32 países, mostrou que dez fatores de risco modificáveis — liderados pela hipertensão — respondem por cerca de 90% do risco de AVC na população[1]. Ou seja, a maior parte do risco está sob nosso controle.
Entenda os principais fatores de risco para AVC
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento do AVC, maiores serão as chances de recuperação completa. Por isso, saber identificar os sinais e os sintomas é determinante para procurar atendimento médico imediato.
No entanto, a principal recomendação é investir em um estilo de vida saudável e realizar exames de rotina regularmente. Assim, é possível controlar fatores causais da doença, entre eles:
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Hipertensão
A hipertensão arterial, ou pressão alta, é um dos principais fatores de risco para AVC. Isso porque, quando a pressão arterial está elevada, os vasos sanguíneos podem ser danificados ao longo do tempo, ficando suscetíveis a bloqueios ou rupturas.
Tais alterações nos vasos sanguíneos podem levar a um fluxo sanguíneo insuficiente para o cérebro, resultando em um AVC isquêmico. É fundamental monitorar a pressão arterial regularmente e adotar medidas para mantê-la dentro dos níveis saudáveis. Entre as práticas recomendadas estão, em especial, a prática de atividades físicas, dieta equilibrada e, se necessário, medicação prescrita por um profissional de saúde.
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Diabetes tipo 2
As pessoas com diabetes tipo 2 enfrentam um risco aumentado de AVC devido às complicações vasculares que a doença pode causar. Por isso, esse é um dos fatores de risco para AVC que devem ser analisados. Afinal, a alta concentração de açúcar no sangue danifica os vasos sanguíneos, tornando-os mais suscetíveis a obstruções.
Além disso, o diabetes está associado a outros fatores de risco cardiovascular, como hipertensão e colesterol elevado. Sendo assim, manter níveis saudáveis de açúcar no sangue por meio de controle da dieta, medicação e monitoramento regular é fundamental para reduzir o risco de AVC em pacientes diabéticos.
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Sobrepeso e obesidade
O sobrepeso e a obesidade estão ligados a um maior risco de AVC, pois o excesso de gordura corporal está relacionado a uma inflamação crônica no organismo. Isso pode danificar os vasos sanguíneos e aumentar a probabilidade de formação de coágulos.
Somado a isso, a obesidade está associada a outros fatores de risco, como hipertensão e diabetes vistos anteriormente. Ou seja, manter um peso saudável por meio de uma alimentação balanceada e atividade física regular é fundamental para reduzir o risco de AVC.
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Tabagismo
Entre os fatores de risco para AVC, fumar tabaco é uma das causas modificáveis com valor significativo para o AVC. Para entender melhor, o tabagismo danifica os vasos sanguíneos, aumenta a pressão arterial e promove a formação de placas de gordura nas artérias, aumentando a probabilidade de obstruções.
Indo além, as substâncias químicas presentes no tabaco podem tornar o sangue mais propenso à coagulação. Sendo assim, parar de fumar é uma das ações de maior impacto que um indivíduo pode tomar para reduzir o risco de AVC e melhorar a saúde geral.
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Sedentarismo
Por fim, sabemos que a falta de atividade física prejudica a saúde em variados aspectos. Em relação ao AVC, o sedentarismo representa um dos fatores de risco para AVC mais importantes, uma vez que pode ser facilmente modificado pelos hábitos diários. É válido ficar atento a isso, pois o sedentarismo está associado a diversos problemas de saúde, incluindo obesidade, hipertensão e diabetes.
Dessa forma, a prática regular de exercícios ajuda a manter a saúde cardiovascular, reduzindo o risco de formação de coágulos sanguíneos. Como resultado, se tem uma melhor circulação, auxiliando no controle dos fatores de risco para AVC que vimos acima.
De olho na saúde!
Além dos fatores de risco para AVC mencionados acima, o Ministério da Saúde relaciona, ainda, colesterol alto, uso excessivo de álcool e drogas ilícitas. Portanto, é necessário ficar atento a tudo aquilo que pode ser modificado a partir de mudanças de hábitos e comportamentos. Afinal, uma vida mais saudável começa com pequenos ajustes na rotina.
Perguntas frequentes sobre fatores de risco para AVC
Quais são os principais fatores de risco para AVC?
Os principais fatores de risco modificáveis são hipertensão arterial, diabetes tipo 2, sobrepeso e obesidade, tabagismo e sedentarismo. O estudo INTERSTROKE mostrou que dez fatores modificáveis, liderados pela hipertensão, respondem por cerca de 90% do risco de AVC na população[1].
Fatores de risco para AVC podem ser controlados?
Sim, a maior parte deles. Pressão arterial, glicemia, peso, tabagismo, sedentarismo, colesterol e consumo de álcool são todos modificáveis com mudanças de hábito e, quando necessário, tratamento médico. Exames de rotina permitem identificar e controlar esses fatores antes que causem dano.
Quem já teve um AVC precisa controlar os mesmos fatores?
Sim, com ainda mais rigor. O controle da pressão, do diabetes, do colesterol e a suspensão do tabagismo são a base da prevenção secundária, reduzindo o risco de um novo evento[3]. Entenda como a prevenção se integra ao processo de recuperação em Recuperação de AVC: fases, prazos e o que esperar.
Leia também: Como escolher a clínica de reabilitação de AVC com internação · O que é o AVC, sintomas e sequelas
E a prevenção é sempre a melhor estratégia quando se trata de saúde. Continue acompanhando o blog do Serraville e fique por dentro de conteúdos importantes sobre esse tema.
Referências
- O'Donnell MJ, Chin SL, Rangarajan S, et al. Global and regional effects of potentially modifiable risk factors associated with acute stroke in 32 countries (INTERSTROKE). Lancet. 2016;388(10046):761-775. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27431356
- Ministério da Saúde (Brasil). AVC — informações para a população. gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/avc
- Winstein CJ, Stein J, Arena R, et al. Guidelines for Adult Stroke Rehabilitation and Recovery. Stroke. 2016;47(6):e98-e169. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27145936


