Reabilitação Neurológica · Internação · Grande Porto Alegre
Reabilitação de AVC com Internação: recuperação intensiva após derrame
Equipe multidisciplinar disponível 24 horas e terapia diária, para recuperar o máximo de função após um AVC.
- 24h
- Equipe e supervisão médica
- 3–5 h
- Reabilitação diária intensiva
- 3–6 meses
- Tempo de internação
Sobreviventes de AVC isquêmico ou hemorrágico têm duas opções: tratamento intensivo em estrutura multidisciplinar, como o Serraville; ou cuidado em local não especializado, como o próprio domicílio, home care ou residencial geriátrico.
É uma decisão importante, com enorme impacto no resultado final.
Diretriz clínica
Diretrizes para Reabilitação e Recuperação de AVC
American Heart Association / American Stroke Association
A reabilitação do AVC requer esforço sustentado e coordenado de uma grande equipe, incluindo paciente, familiares e amigos, cuidadores, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, terapeutas recreacionais, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais e outros. A comunicação e a coordenação entre esses membros da equipe são fundamentais para maximizar a eficácia e a eficiência da reabilitação e fundamentar toda a diretriz. Sem comunicação e coordenação, é improvável que esforços isolados para reabilitar o sobrevivente de AVC atinjam seu pleno potencial.
... o cuidado pós-hospital e a reabilitação são geralmente considerados um custo a ser cortado sem o reconhecimento do seu impacto clínico e capacidade de reduzir o risco de morbidade futura, resultante da imobilidade, depressão, perda de autonomia e redução da independência funcional. A provisão de programas abrangentes de reabilitação com recursos, dosagem e duração adequados é um aspecto essencial do tratamento do AVC e deve ser uma prioridade nesses esforços.
Fonte: Guidelines for Adult Stroke Rehabilitation and Recovery. Stroke. 2016.
É o número de dias em seis meses, que representa uma janela de tempo muito importante para alcançar a recuperação máxima. Quanto mais você esperar, mais difícil é recuperar. O tempo está passando.
Entenda a neuroplasticidade por trás dessa janela de recuperação.
Cuidado de alta complexidade. Recebemos casos que muitas clínicas não aceitam: pós-craniotomia, traqueostomia, gastrostomia, alimentação por sonda, colostomia, sondas urinárias e lesões de pele, com protocolo e estrutura de enfermagem para esses cuidados.
Indicação clínica
Para quem é indicada a reabilitação pós-AVC com internação
A internação é indicada quando, após o AVC, ainda há sequelas que exigem equipe multidisciplinar e supervisão a qualquer hora. Seu familiar pode se beneficiar se:
- Recebeu alta hospitalar e ainda precisa de reabilitação ativa
- Depende de ajuda no dia a dia (higiene, alimentação, locomoção)
- Tem dificuldade para engolir (disfagia, com risco de engasgo e broncoaspiração)
- Tem dificuldade para falar ou entender (afasia)
- Tem fraqueza ou paralisia de um lado do corpo (hemiparesia ou hemiplegia)
- Precisa de enfermagem 24 horas
- Não tem em casa a estrutura e a equipe para a reabilitação intensiva
Mais de 9 em cada 10 pacientes do programa de reabilitação pós-AVC do Serraville recebem alta para a própria residência.
Reabilitação neurológica
Reabilitação Neurológica
Avaliação, planejamento e execução de processo intensivo de reabilitação.
- Treinamento para mobilidade e tarefas diárias
- Programa de reabilitação pós-AVC sob medida
- Sequelas de deglutição (disfagia) e linguagem (fala), com apoio de fonoaudiologia geriátrica
- Recuperação e readaptação de marcha e equilíbrio
- Atividades sócio-culturais
- Exercícios oculares se os olhos foram afetados
- Estímulos cognitivos
- Estratégias adaptativas e compensatórias
Inclui hidroterapia (fisioterapia aquática) quando indicada.
Sequelas tratadas
Sequelas de AVC que tratamos na clínica
O AVC pode afetar diferentes partes do cérebro, por isso as sequelas variam de pessoa para pessoa, em tipo, intensidade e combinação. Nossa equipe multidisciplinar está preparada para identificar e tratar cada uma delas desde o primeiro dia de internação.
- Fraqueza ou paralisia de um lado do corpo (hemiparesia / hemiplegia)
- Afeta braço, perna ou os dois, dificultando andar, segurar objetos e realizar tarefas do dia a dia.
- Dificuldade para engolir e risco de pneumonia aspirativa (disfagia / broncoaspiração)
- Pode levar a engasgos, infecções pulmonares e desnutrição; acompanhada pela fonoaudiologia e nutrição desde a admissão.
- Dificuldade para falar, entender ou encontrar palavras (afasia)
- Pode ser de expressão (a pessoa sabe o que quer dizer, mas não consegue falar) ou de compreensão; tratada com fonoaudiologia especializada.
- Alterações de memória, concentração e raciocínio (déficit cognitivo pós-AVC)
- Dificuldade para organizar ideias, lembrar nomes e planejar ações; acompanhada por psicologia e neuropsicologia.
- Alterações de equilíbrio e coordenação
- Risco aumentado de quedas; tratado com fisioterapia neurológica e treino de marcha.
- Alterações visuais (hemianopsia, visão dupla)
- Afetam a leitura, a orientação no espaço e a segurança; avaliadas em conjunto com fisioterapia e terapia ocupacional.
- Depressão e alterações de humor pós-AVC
- Muito comuns e frequentemente subdiagnosticadas; acompanhadas pela psicologia integrada à equipe.
- Dificuldade para usar a mão e o braço (apraxia / déficit de função manual)
- Dificulta a escrita, a alimentação e o autocuidado; abordada pela terapia ocupacional.
Saiba mais sobre sequelas específicas: disfagia, afasia e comunicação, depressão pós-AVC e paralisia facial.
Cada AVC é diferente. Converse com a nossa equipe e entenda o cuidado indicado para o seu familiar.
Falar com a nossa equipeNossa equipe
A equipe multidisciplinar
No Serraville, as especialidades não trabalham de forma isolada. Em reavaliações semanais e um round clínico mensal, cada caso é discutido individualmente por toda a equipe (médico, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e nutrição), e o plano de cuidado é ajustado conforme a evolução real do paciente. É essa coordenação que diferencia a reabilitação intensiva de atendimentos fragmentados.
- Médico responsável e disponível 24 horas: Coordena o cuidado clínico, monitora a evolução neurológica, gerencia comorbidades e intercorrências e responde a emergências a qualquer hora.
- Enfermagem 24 horas: Monitoramento contínuo, administração de cuidados, segurança e conforto do paciente ao longo de todo o dia e da noite.
- Fisioterapia neurológica: Recuperação de força, equilíbrio, coordenação e mobilidade; treino de marcha e prevenção de quedas com protocolos específicos para sequelas de AVC.
- Fonoaudiologia: Avaliação e tratamento de disfagia (deglutição), afasia (fala e linguagem) e disfonia; acompanhamento da segurança alimentar junto com a nutrição.
- Terapia ocupacional: Reabilitação das atividades do dia a dia (autocuidado, alimentação, uso das mãos), adaptações do ambiente e treino de independência funcional.
- Psicologia e neuropsicologia: Suporte emocional ao paciente e à família, avaliação e reabilitação cognitiva (memória, atenção, linguagem) e manejo da depressão pós-AVC.
- Nutrição clínica: Adequação da dieta às condições de deglutição, prevenção de desnutrição e suporte ao manejo da disfagia em parceria com a fonoaudiologia.
Quando o paciente precisa de um médico especialista ou exames complementares, organizamos o atendimento na própria clínica. Quando não é possível, providenciamos o agendamento externo, o transporte e o acompanhamento por técnico de enfermagem.
Processo de internação
Como funciona a avaliação e o plano de reabilitação
Primeiro contato
Você nos liga ou manda mensagem pelo WhatsApp. Conversamos sobre a situação atual do seu familiar: diagnóstico, sequelas, histórico e o que a família precisa. Sem compromisso.
Avaliação multidisciplinar na admissão
Médico, enfermagem, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, nutricionista e psicólogo avaliam o paciente em conjunto nas primeiras 48 horas de internação.
Plano individual com metas claras
Com base na avaliação, a equipe define metas funcionais realistas e um cronograma de atendimentos. A família recebe explicação completa do plano.
Rotina terapêutica diária
Sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, hidroterapia e outros atendimentos conforme o plano. Acompanhamento médico 24h para intercorrências.
Plano de alta e continuidade
Antes da alta, a equipe prepara orientações escritas, treina os cuidadores e encaminha para o seguimento adequado, para que a recuperação continue em casa com segurança.
Comparação de modalidades
Serraville, home care ou residencial/ILPI?
| Critério | SERRAVILLE | Home Care / Domicílio | Residencial / ILPI |
|---|---|---|---|
| Supervisão médica 24h | ✓ | × | ~ Parcial |
| Equipe multidisciplinar integrada | ✓ | × | × |
| Fisioterapia neurológica intensiva | ✓ | ~ Limitada | × |
| Fonoaudiologia para disfagia, fala e linguagem | ✓ | ~ Parcial | ~ Parcial |
| Terapia ocupacional e treino de AVDs | ✓ | ~ Parcial | × |
| Hidroterapia / fisioterapia aquática | ✓ | × | × |
| Enfermagem 24h e manejo de intercorrências | ✓ | ~ Contrato | ~ Limitado |
| Nutrição clínica integrada à deglutição | ✓ | ~ Parcial | ~ Parcial |
| Round clínico mensal e metas de reabilitação | ✓ | × | × |
| Monitoramento funcional da evolução | ✓ | ~ Limitado | × |
| Estrutura física de reabilitação | ✓ | × | × |
| Socialização e atividades sócio-culturais | ✓ | × | ~ Parcial |
| Farmácia central própria | ✓ | × | × |
| Prontuário eletrônico hospitalar (Philips Tasy) | ✓ | × | × |
| Intercorrências tratadas sem internação hospitalar | ✓ | ~ Limitado | × |
| Intercorrências resolvidas sem demandar providências da família | ✓ | × | × |
| Apoio Operacional: exames, deslocamento e acompanhamento externos | ✓ | × | × |
A decisão certa no início muda o resultado. Fale com a nossa equipe sobre o caso do seu familiar.
Falar com a nossa equipeRecurso complementar
Neuromodulação não invasiva (tDCS) na reabilitação de AVC
Como recurso complementar à reabilitação neurológica, oferecemos a neuromodulação por tDCS (Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua): uma corrente elétrica de baixa intensidade (1 a 2 mA), suave e indolor, estudada como adjuvante das terapias de reabilitação após o AVC.
É realizada na própria clínica, pela nossa equipe habilitada, integrada ao programa multidisciplinar e sob coordenação do médico responsável, com equipe disponível 24h.
A tDCS é uma técnica de uso experimental no Brasil, aplicada como abordagem complementar (adjuvante), sempre com avaliação individualizada, que não substitui a fisioterapia, a fonoaudiologia.
Saiba mais: o que é a neuromodulação não invasiva e como ela atua na neuroplasticidade.
Prevenção de novo AVC
Prevenção Secundária de novo AVC
A prevenção adequada reduz significativamente a chance de um novo evento.
- Controle rígido dos níveis glicêmicos em diabéticos
- Ajuste da pressão arterial dentro de parâmetros seguros
- Manutenção dos níveis de colesterol e triglicerídeos
- Prevenção de condições como anemia e desnutrição
- Controle rigoroso de arritmias cardíacas
- Atividade física regular
- Suporte e acompanhamento nutricional
- Controle e diagnóstico precoce de infecções
- Aderência a medicamentos preventivos de uso contínuo
- Cuidado com efeito adverso e interação entre medicamentos
- Constante reavaliação de condições médicas relevantes
- Tratamento para cessar o tabagismo
É a chance da pessoa que teve o primeiro AVC apresentar um novo episódio nos próximos 5 anos.
Dado de 5 estudos de coorte populacional; ver referências ao final.
Prevenir o segundo derrame é tão importante quanto tratar o primeiro
Estudo internacional mostrou que pacientes com estratégia adequada de prevenção após o primeiro AVC tiveram significativamente menos chance de sofrer um segundo derrame, reforçando a importância do cuidado contínuo após a alta.
Fonte: Risk Factors and Treatment at Recurrent Stroke Onset (RESQUE Study). Cerebrovasc Dis. 2008.
das intercorrências clínicas são resolvidas pela equipe do Serraville, sem exigir providências da família. O familiar é comunicado e, quando há decisão a tomar, recebe as opções prontas. A família decide; a clínica executa.
Dado operacional do Serraville. Situações que exigem estrutura hospitalar são encaminhadas e acompanhadas pela equipe.
Família e comunicação
A família faz parte do tratamento
No Serraville, a família não é visitante, é parte do tratamento. Você acompanha as metas, participa das decisões e fala diretamente com a equipe que cuida do seu familiar. Quando todos entendem o caminho da recuperação, cada etapa avança com mais segurança.
E para acompanhar de perto, você não precisa estar presente o tempo todo: enviamos fotos e mensagens sobre o dia a dia com regularidade, e a evolução do seu familiar chega até você, mesmo à distância.
E quando acontece uma intercorrência, a lógica se mantém: a equipe resolve ou encaminha a solução e comunica; mais de 95% das intercorrências clínicas são resolvidas sem exigir nenhuma providência da família. Quando há escolha a fazer, você recebe as opções e decide; a clínica executa.
Após a alta
O que acontece depois da alta
A preparação para a alta começa antes do dia da saída: quando o paciente atinge recuperação adequada, planejamos o retorno junto com a família.
No momento da saída, entregamos uma Nota de Alta com o resumo de todo o período de internação, as metas atingidas e as recomendações para a manutenção dos cuidados. Quando indicado, encaminhamos para acompanhamento ambulatorial ou fisioterapia, e orientamos a família sobre a rotina em casa e os sinais de alerta.
A recuperação continua até o paciente atingir um platô, e esse ponto pode mudar conforme a resposta ao tratamento. Por isso a evolução é reavaliada de forma contínua, inclusive após a alta.
Quem passou pelo Serraville
Depoimentos de familiares
O Serraville foi uma coisa muito boa pois quando trouxemos a tia aqui quando ficou doente, foi muito bem atendida. Ela foi uma das primeiras pacientes que se hospedou no Serraville. Nosso agradecimento ao acompanhamento dado pelo Dr. João Paulo e pela Dra. Milena e toda a equipe. Nossa amizade continua até hoje.
Eu e meus irmãos tivemos uma difícil surpresa quando nossa mãe teve um AVC. A partir dali iniciou uma busca de como cuidar dela da mesma forma que ela cuidou de nós. Hoje a nossa mãe está há quase 2 anos no Serraville, ela gosta muito de estar aqui, tem um carinho muito grande, comenta algumas vezes que tem mais atenção no Serraville que na própria casa. Isso nos deixa feliz. Gostaríamos de agradecer ao Serraville e pedir ao papai do céu que abençoa sempre vocês.
Gostaríamos de dizer que o pai, na expressão dele, está muito feliz aqui no Serraville, ele está muito bem cuidado e que está muito feliz de estar aqui. Em nome de todos da minha família gostaríamos de agradecer ao Dr. João Paulo, a Dra. Milena e toda a equipe pelo carinho e atenção que vem prestando ao nosso pai e todos os pacientes do Serraville.
Base científica
O que a evidência científica diz
A escolha por reabilitação intensiva com internação não é uma preferência: é o que as principais diretrizes internacionais recomendam para o AVC com sequelas moderadas a graves.
Internação especializada reduz morte e dependência
Meta-análise com mais de 7.000 pacientes mostrou que a reabilitação em unidade especializada reduz morte, dependência e necessidade de institucionalização, comparada ao cuidado comum.
Ver estudo (Cochrane)Início precoce e equipe coordenada fazem diferença
As diretrizes americanas de reabilitação de AVC destacam que a coordenação entre médico, terapeutas e família é o que separa bons resultados de resultados medíocres.
Ver diretriz (AHA/ASA)O ambiente de reabilitação é uma decisão clínica
Diretrizes do Departamento de Veteranos dos EUA orientam que a escolha do local deve considerar o grau de dependência, a segurança e a capacidade de participar do tratamento.
Ver diretriz (VA/DoD)Perguntas frequentes sobre reabilitação de AVC
- Convênio ou plano de saúde cobre a reabilitação de AVC com internação? O atendimento no Serraville é exclusivamente particular: a internação e o programa de reabilitação não são realizados por convênio. Os planos de saúde entram como apoio: exames laboratoriais e de imagem solicitados durante a internação geralmente podem ser realizados pelo plano de saúde do paciente. A equipe administrativa orienta sobre orçamento e o fluxo dos exames; ligue para (51) 3564-3003 para entender a sua situação.
- Como funciona o orçamento e quanto custa o programa? O valor é definido sob orçamento individualizado, que considera o tempo previsto de internação, a complexidade clínica do paciente e as terapias envolvidas no plano. Não há tabela única, porque cada quadro é diferente. O setor administrativo fornece as informações detalhadas após a avaliação inicial; entre em contato pelo telefone (51) 3564-3003.
- Como dar entrada? O paciente pode vir direto do hospital? Sim, e essa é a situação mais comum. Recomendamos que o paciente venha em continuidade direta com a alta hospitalar, para não interromper o processo de reabilitação. O primeiro passo é uma avaliação inicial: entre em contato pelo telefone (51) 3564-3003 para alinhar a documentação da alta e o agendamento da admissão.
- Qual a diferença entre alta hospitalar e alta funcional? A alta hospitalar acontece quando o paciente está clinicamente estável e não precisa mais de cuidados de hospital de agudos, mas isso não significa que ele recuperou suas funções. A alta funcional é o objetivo da reabilitação: ocorre quando o paciente atinge o maior grau possível de independência e funcionalidade para o seu caso. A reabilitação intensiva com internação atua justamente nesse intervalo, entre a alta do hospital e a recuperação funcional, com densidade de terapia que dificilmente é alcançada em casa ou em residenciais.
- O que é reabilitação de AVC com internação? É um programa intensivo de reabilitação neurológica em ambiente clínico estruturado, com equipe multidisciplinar, fisioterapia diária, fonoaudiologia, terapia ocupacional e médico disponível 24h. Indicado para pacientes que recebem alta hospitalar pós-AVC e ainda necessitam de cuidados complexos antes do retorno domiciliar.
- Quanto tempo dura o programa de internação? O tempo de estada costuma variar conforme a gravidade das sequelas e a resposta individual ao tratamento, sendo continuamente reavaliado pela equipe multidisciplinar. Como referência, a internação para reabilitação pós-AVC costuma durar de 3 a 6 meses. A duração de cada caso é definida em conjunto com a família, com base na avaliação clínica e no planejamento de reabilitação.
- Quando o paciente deve iniciar a reabilitação após o AVC? A janela terapêutica mais favorável concentra-se nos primeiros 3 a 6 meses após o evento, período de maior neuroplasticidade. O ideal é iniciar a reabilitação intensiva logo após a alta hospitalar, quando o paciente estiver clinicamente estável. Iniciar cedo tende a favorecer os ganhos funcionais, embora pacientes em fase mais tardia também possam ser avaliados.
- Como é tratada a disfagia (dificuldade de engolir) após o AVC? A disfagia é avaliada e tratada pela fonoaudiologia, em integração com a nutrição clínica e a equipe médica. O trabalho inclui avaliação da deglutição, exercícios específicos, adequação da consistência da dieta e estratégias de segurança alimentar para reduzir o risco de engasgo e de pneumonia aspirativa. O acompanhamento é contínuo e ajustado conforme a evolução do paciente.
- Como é tratada a afasia (dificuldade de fala e linguagem)? A afasia é trabalhada pela fonoaudiologia com terapia de linguagem estruturada, voltada à compreensão, à nomeação e à comunicação funcional, em sessões integradas ao programa de reabilitação. O plano é individualizado conforme o tipo e a gravidade do comprometimento, e a família é orientada a apoiar a comunicação no dia a dia. Os ganhos variam conforme o caso, e a recuperação da linguagem pode ocorrer mesmo em fases mais tardias.
- Como é a equipe e o médico disponível 24h? A equipe é multidisciplinar: médico geriatra responsável, fisioterapeutas neurológicos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas, enfermagem e assistente social, com reavaliações semanais e um round clínico mensal em que toda a equipe discute o caso de cada paciente para definição de metas. Em regime de internação, há médico disponível 24h e equipe de enfermagem para acompanhamento contínuo e manejo de intercorrências. A coordenação entre os profissionais é o que sustenta o resultado da reabilitação.
- A clínica oferece neuromodulação (tDCS)? Sim, como abordagem complementar (adjuvante) dentro do programa de reabilitação, nunca como tratamento isolado. A tDCS (Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua) é uma técnica não invasiva que pode favorecer a neuroplasticidade quando combinada às terapias, sem substituir fisioterapia, fonoaudiologia ou terapia ocupacional. É realizada na própria clínica, pela nossa equipe habilitada, sob coordenação do médico responsável, avaliação individualizada.
- Como prevenir um segundo AVC? Controle rigoroso da pressão arterial, manejo adequado de diabetes e dislipidemia, adesão à medicação anticoagulante quando indicada, atividade física supervisionada, nutrição balanceada, cessação do tabagismo e acompanhamento neurológico regular. A prevenção secundária é parte integrante do programa de reabilitação.
Resultados variam conforme a condição clínica individual de cada paciente.
Referências
- Stroke Unit Trialists’ Collaboration. Organised inpatient (stroke unit) care for stroke. Cochrane Database Syst Rev 2013; :CD000197.
- Duncan PW, Zorowitz R, Bates B, et al. Management of Adult Stroke Rehabilitation Care: a clinical practice guideline. Stroke 2005; 36:e100.
- Bates B, Choi JY, Duncan PW, et al. Veterans Affairs/Department of Defense Clinical Practice Guideline for the Management of Adult Stroke Rehabilitation Care: executive summary. Stroke 2005; 36:2049.
- Bachmann S, et al. Inpatient rehabilitation specifically designed for geriatric patients: systematic review and meta-analysis of randomised controlled trials. BMJ. 2010;340:c1718.
- Long-term risk of recurrent stroke after a first-ever stroke. The Oxfordshire Community Stroke Project. Stroke. 1994 Feb;25(2):333-7
- Survival and recurrence following stroke. The Framingham study. Stroke. 1982 May-Jun;13(3):290-5
- A prospective community-based study of stroke in Germany-the Erlangen Stroke Project (ESPro): incidence and case fatality at 1, 3, and 12 months. Stroke. 1998 Dec;29(12):2501-6
- Predictors of mortality and recurrence after hospitalized cerebral infarction in an urban community: the Northern Manhattan Stroke Study. Neurology. 1994 Apr;44(4):626-34
- Five-year survival after first-ever stroke and related prognostic factors in the Perth Community Stroke Study. Stroke. 2000 Sep;31(9):2080-6.
Revisões e diretrizes baseadas em evidências sobre reabilitação de AVC são compiladas pelo Canadian Partnership for Stroke Recovery: ebrsr.com/evidence-review.