Reabilitação é a chave para recuperação após Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Sobreviventes de AVC isquêmico ou hemorrágico têm duas opções de reabilitação: Podem escolher entre tratamento intensivo em infraestrutura
multidisciplinar, como o SerraVille; ou receber atendimento em local não especializado (como o próprio domicílio, lares ou residenciais geriátricos).

É uma decisão importante, com enorme impacto no resultado final.

Diretrizes para Reabilitação e Recuperação de AVC

American Heart Association / American Stroke Association

A reabilitação do AVC requer esforço sustentado e coordenado de uma grande equipe, incluindo paciente, familiares e amigos, cuidadores, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, terapeutas recreacionais, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais e outros. A comunicação e a coordenação entre esses membros da equipe são fundamentais para maximizar a eficácia e a eficiência da reabilitação e fundamentar toda a diretriz. Sem comunicação e coordenação, é improvável que esforços isolados para reabilitar o sobrevivente de AVC atinjam seu pleno potencial.

… o cuidado pós-hospital e a reabilitação são geralmente considerados um custo a ser cortado sem o reconhecimento do seu impacto clínico e capacidade de reduzir o risco de morbidade futura, resultante da imobilidade, depressão, perda de autonomia e redução da independência funcional. A provisão de programas abrangentes de reabilitação com recursos, dosagem e duração adequados é um aspecto essencial do tratamento do AVC e deve ser uma prioridade nesses esforços.

Fonte: Guidelines for Adult Stroke Rehabilitation and Recovery. Stroke. 2016.

Fisioterapia Marcha

 

Dras. Milena e Carolina paciente hidroterapia
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É o número de dias em seis meses, que representa uma janela de tempo muito importante para alcançar a recuperação máxima. Quanto mais você esperar, mais difícil é recuperar. O tempo está passando.

Fonte: Neurorehabil Neural Repair. Variable Intensive Early Walking Poststroke: A Randomized Controlled Trial. 2016.

Reabilitação e Recuperação de Acidente Vascular Encefálico no SerraVille

Recomendamos que a pessoa venha diretamente do hospital para internação de reabilitação intensiva.
O tempo de estada conosco pode variar de um a seis meses, dependendo da avaliação clínica e do planejamento familiar.

Tratamento Fisioterapia

Reabilitação Neurológica

Avaliação, planejamento e execução de processo intensivo de reabilitação.

  • Treinamento para mobilidade e tarefas diárias

  • Programa de exercícios pós-AVC sob medida

  • Tratamento para deglutição e fala ( fonoaudiologia )

  • Recuperação e readaptação de marcha e equilíbrio

  • Atividades sócio-culturais

  • Exercícios oculares se os olhos foram afetados

  • Estímulos cognitivos

  • Estratégias adaptativas e compensatórias

Prevenção Secundária de novo AVC

A prevenção adequada reduz significativamente a chance de um novo evento.

  • Controle rígido dos níveis glicêmicos em diabéticos

  • Ajuste da pressão arterial dentro de parâmetros seguros

  • Manutenção dos níveis de colesterol e triglicerídeos

  • Prevenção de condições como anemia e desnutrição

  • Controle rigoroso de arritmias cardíacas

  • Atividade física regular

  • Suporte e acompanhamento nutricional

  • Controle e diagnóstico precoce de infecções

  • Aderência a medicamentos preventivos de uso contínuo

  • Cuidado com efeito adverso e interação entre medicamentos

  • Constante reavaliação de condições médicas relevantes

  • Tratamento para cessar o tabagismo

Fatos e Evidências sobre a Reabilitação de AVC

The British Medical Journal

Reabilitação em regime de internação especificamente projetado para pacientes geriátricos: revisão sistemática e meta-análise de ensaios clínicos randomizados.


Conclusão: Reabilitação em regime de internação especificamente projetada para pacientes geriátricos tem o potencial de melhorar os resultados relacionados à função, reduzir a admissão em lares de idosos e a mortalidade.

Fonte: Inpatient rehabilitation specifically designed for geriatric patients: systematic review and meta-analysis of randomised controlled trials. BMJ. 2010.

Cerebrovascular Diseases

Fatores de Risco e Tratamento Inicial do AVC Recorrente


Conclusão: Poucos pacientes tiveram um AVC recorrente logo após o primeiro AVC nesse estudo. Isso indica que é significativo prevenir o segundo evento dentro de uma estratégia adequada de tratamento de longo prazo para prevenção secundária após o primeiro AVC. Também parece haver claro potencial para melhorar a prevenção secundária após AVC.

Fonte: Risk Factors and Treatment at Recurrent Stroke Onset: Results from the Recurrent Stroke Quality and Epidemiology (RESQUE) Study. Cerebrovasc Dis. 2008.

O Processo de Reabilitação de AVC no SerraVille

O AVC pode afetar a funcionalidade de diversos sistemas orgânicos como a fala, visão, força, coordenação e equilíbrio e a reabilitação multidisciplinar é fundamental.

Meta-análises (estudos científicos de qualidade superior) demonstram benefício da reabilitação precoce e intensiva, especialmente em ambientes organizados e coordenados com essa finalidade, como clínicas de reabilitação com internação [1].

A reabilitação do AVC, tanto o isquêmico quanto o hemorrágico, pode compreender uma vasta gama de intervenções, que pode incluir exercícios físicos, retreinamento cognitivo e aprendizado de estratégias compensatórias.

As diretrizes norte-americanas da American Heart Association e da Veterans Health Affairs citam a necessidade de decidir e iniciar precocemente os cuidados e a reabilitação após AVC [2,3].

O prognóstico do AVC é direatmente afetado pelas condições subjacentes de saúde que o causaram (ex. hipertensão, arritmia cardíaca) e comorbidades relacionadas (ex. malnutrição causada por disfagia / dificuldade de engolir). Pacientes com grandes sequelas físicas ou funcionais devem fazer a reabilitação intensiva em ambientes especializados em regime de internação, como é o caso da Clínica de Reabilitação do Serraville.

Outras considerações importantes incluem:

  • Avaliação precoce com instrumentos de classificação, que deve incluir os fatores de risco para a recorrência do AVC (ex. hipertensão, dislipidemia, arritmia cardíaca) e das complicações provenientes dessa doença (ex. trombose venosa profunda, disfunção cognitiva, disfagia e desnutrição, deficiência de mobilidade)
  • O paciente e o familiar devem estar envolvidos em todas as fases do tratamento, aumentando a participação e os resultados do processo de reabilitação.
  • Tratamentos de reabilitação devem iniciar tão logo seja possível, começando no ambiente hospitalar, incluindo mobilização precoce na UTI, conforme tolerância.
  • A seleção do ambiente pós-hospitalar para os cuidados de reabilitação é crítica. Deve ser baseada no grau de dependência para as atividades da vida diária (AVDs) (ex. pacientes com sequelas mínimas podem ser tratados no domicilio tendo seguimento médico ambulatorial, já aqueles com alto grau de dependência devem procurar clínicas multidisciplinares especializadas em regime de internação), capacidade de tolerar reabilitação intensiva e de participar no processo de reabilitação e no prognóstico geral (ex. pacientes cuja condição limite ou impeça a sua participação ativa no processo de reabilitação ou tem prognóstico ruim para recuperação podem ser melhor acolhidos nas suas residências ou em residenciais geriátricos assistidos).
  • O processo de reabilitação sempre deve ser realizado em ambiente multidisciplinar coordenado, preferencialmente em regime de internação.
  • A reabilitação deve ser continuada até que o paciente atinja um platô, mas as condições ideais podem mudar conforme a resposta ao tratamento e a recuperação neurológica.

Revisões e diretrizes baseadas em evidências, próprias para os diversos aspectos da reabilitação do AVC, foram compiladas e desenvolvidas pelo “Canadian Partnership for Stroke Recovery” e podem ser acessadas no link http://www.ebrsr.com/evidence-review (acessado em agosto de 2018).

Referências

  1. Stroke Unit Trialists’ Collaboration. Organised inpatient (stroke unit) care for stroke. Cochrane Database Syst Rev 2013; :CD000197.
  2. Duncan PW, Zorowitz R, Bates B, et al. Management of Adult Stroke Rehabilitation Care: a clinical practice guideline. Stroke 2005; 36:e100.
  3. Bates B, Choi JY, Duncan PW, et al. Veterans Affairs/Department of Defense Clinical Practice Guideline for the Management of Adult Stroke Rehabilitation Care: executive summary. Stroke 2005; 36:2049.

 

 

 

Idoso em pé no pôr do sol