Demências e Alzheimer · Internação · Dois Irmãos/RS
Quando a demência avança e cuidar em casa deixa de ser seguro: internação com rotina, equipe e ambiente planejado
O cuidado não reverte a doença, mas busca preservar funções, manejar sintomas e oferecer segurança ao paciente e tranquilidade à família.
- 24h
- Enfermagem e médico disponível
- >95%
- Intercorrências resolvidas pela própria equipe
- Semanal
- Reavaliação do plano pela equipe
O cuidado multidisciplinar com internação na demência e na doença de Alzheimer não reverte a doença, mas busca preservar funções, manejar sintomas e oferecer segurança ao paciente e tranquilidade à família.
Esse cuidado se apoia em mecanismos concretos: rotina estruturada, ambiente planejado para reduzir o risco de quedas e a desorientação, e reavaliação semanal do plano pela equipe.

Acolhemos pessoas idosas com diferentes causas de demência, em internação temporária ou prolongada, conforme o quadro clínico:
A reabilitação na demência tem objetivos realistas: função, segurança e bem-estar
A demência é uma doença progressiva. O cuidado estruturado não promete cura, mas pode ajudar a preservar a funcionalidade possível, reduzir intercorrências e melhorar o conforto do dia a dia [1,3,4]. Para entender tipos, sinais e diagnóstico, veja nosso material sobre as demências.
Estrutura e Ambiente Seguro
- Suítes privativas e semiprivativas (25 e 50 m2), com janelas antiqueda
- Ambiente planejado para reduzir o risco de quedas e a desorientação
- Calefação por piso aquecido e isolamento termoacústico
- UCE (Unidade de Cuidados Especiais) com gases medicinais e monitoramento 24h
- Áreas de lazer integradas à natureza (mata, lago e pomar)
- Enfermagem 24h e médico disponível 24h
- Prontuário eletrônico do paciente
- Cozinha própria com adequação de dietas e consistências
- Apoio Operacional para consultas e exames externos, mediante solicitação, com deslocamento e acompanhamento da nossa enfermagem


Reabilitação e Cuidado Multidisciplinar
- Estimulação cognitiva e atividades de orientação
- Manejo de sintomas comportamentais e psicológicos (agitação, agressividade, apatia)
- Fonoaudiologia para disfagia e comunicação
- Fisioterapia motora, neurológica e prevenção de quedas
- Terapia ocupacional e treino de atividades de vida diária
- Musicoterapia e atividades de socialização
- Acompanhamento nutricional e manejo da alimentação
- Suporte psicológico ao paciente e à família
Manejo de Sintomas, Disfagia e Prevenção de Quedas
O cuidado na demência é contínuo e individualizado: combina estimulação cognitiva, manejo de comportamento, atenção à alimentação e à deglutição, prevenção de quedas e suporte à família.
A demência costuma evoluir em fases e exige ajustes constantes no plano de cuidado. Cada paciente é reavaliado semanalmente, e sempre que necessário ou em caso de intercorrência, e, uma vez por mês, o caso é revisado e discutido por toda a equipe multidisciplinar em round clínico, de forma que as terapias acompanhem as mudanças de funcionalidade, humor e comportamento ao longo do tempo.
Sintomas comportamentais e psicológicos (como agitação, agressividade, alterações do sono e apatia) são frequentes e impactam tanto o paciente quanto a família. O manejo prioriza estratégias não medicamentosas (rotina, ambiente, atividades e comunicação) e, quando necessário, ajuste criterioso de medicamentos sob supervisão médica, atento à polifarmácia [2,5]. Para orientar a família em situações do dia a dia, veja Alzheimer com agitação e agressividade.
A disfagia (dificuldade para engolir) é comum em fases mais avançadas e aumenta o risco de pneumonia aspirativa e desnutrição. A fonoaudiologia hospitalar e a nutrição adaptam consistências e estratégias de alimentação. A fisioterapia e a equipe de enfermagem atuam na prevenção de quedas, no cuidado da pele e na mobilidade. Quando o quadro envolve causa vascular, o controle dos fatores de risco também faz parte do plano, como descrevemos na demência vascular.
Tudo isso ocorre num único ambiente terapêutico, com supervisão médica e fisioterapêutica diária, enfermagem 24h e médico disponível 24h. Esse modelo integrado ajuda a reduzir deslocamentos e idas ao hospital, conforme o quadro clínico, e oferece à família um ponto de referência para o cuidado. As intercorrências, frequentes na demência, são, em mais de 95% dos casos, resolvidas pela própria equipe: a família é comunicada e acionada para decisões, não para providências.

Perguntas frequentes
- A reabilitação em demência ou Alzheimer reverte a doença? Não. A demência é uma doença progressiva e o cuidado multidisciplinar não promete cura. O objetivo é preservar a funcionalidade possível, manejar sintomas, reduzir intercorrências e oferecer mais segurança e qualidade de vida ao paciente e à família.
- Quais tipos de demência são atendidos na clínica? Acolhemos pessoas idosas com doença de Alzheimer, demência vascular, demência com corpos de Lewy, demência frontotemporal, demência mista e outras causas, sempre conforme avaliação clínica individual da equipe.
- Como a equipe lida com agitação, agressividade e alterações de comportamento? O manejo prioriza estratégias não medicamentosas, como rotina estruturada, adequação do ambiente, atividades e comunicação adaptada. Quando necessário, há ajuste criterioso de medicamentos sob supervisão médica, com atenção à polifarmácia e às reavaliações semanais.
- A internação pode ser prolongada ou apenas temporária? Ambas. Não há período mínimo fixo: o tempo de permanência é definido conforme o quadro clínico e o planejamento da família, podendo ser temporário ou prolongado, com reavaliações semanais e round clínico mensal da equipe multidisciplinar.
- Como a clínica cuida da alimentação e do risco de engasgo (disfagia)? A fonoaudiologia hospitalar e a nutrição avaliam a deglutição e adaptam consistências e estratégias de alimentação, reduzindo o risco de pneumonia aspirativa e desnutrição, comuns em fases mais avançadas da demência.
- Se houver agitação ou uma queda durante a internação, a família precisa correr para a clínica? Não. Essa é justamente a diferença do regime de internação clínica. Com acompanhamento médico 24h e enfermagem 24h, mais de 95% das intercorrências são resolvidas pela própria equipe, que comunica o familiar. Quando há decisão a tomar, a família recebe as opções prontas e escolhe; a clínica executa. Casos que exigem hospital são encaminhados com acompanhamento da equipe.
Referências
- Livingston G, Huntley J, Liu KY, et al. Dementia prevention, intervention, and care: 2024 report of the Lancet standing Commission. Lancet 2024; 404:572.
- American Psychiatric Association. The American Psychiatric Association Practice Guideline on the Use of Antipsychotics to Treat Agitation or Psychosis in Patients With Dementia. Am J Psychiatry 2016; 173:543.
- Bahar-Fuchs A, Martyr A, Goh AM, et al. Cognitive training for people with mild to moderate dementia. Cochrane Database Syst Rev 2019; 3:CD013069.
- Forbes D, Forbes SC, Blake CM, et al. Exercise programs for people with dementia. Cochrane Database Syst Rev 2015; :CD006489.
- Espinosa A, Alegret M, Boada M, et al. Ensaios de intervenção não farmacológica nos sintomas neuropsiquiátricos da demência: revisão sistemática. Int Psychogeriatr 2014.
Equipe multidisciplinar:
- Dr. João Paulo Fischer, Médico, Diretor Médico e Responsável Técnico (CRM/RS 28.562)
- Dra. Milena Sousa Fischer, Fisioterapeuta, Diretora Geral (CREFITO 110311-F)
- Cognição: Psicóloga, Neuropsicóloga e Musicoterapeuta
- Deglutição e nutrição: Fonoaudióloga especializada em disfagia e Nutricionista
- Mobilidade: Fisioterapeutas (motora, neurológica e respiratória), Educadora Física e Massoterapeuta
- Comportamento: Médico pós-graduado em Geriatria e Gerontologia, Psicóloga e Terapeuta Ocupacional
- Enfermagem 24h: Enfermeiras e Técnicas de Enfermagem